quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

18:16 - 7 comments

FSM o contraste




Contraste, esta é a denominação que se encontrou para Belém enquanto sede do Fórum Social Mundial 2009(FSM). Durante o período do evento a cidade mostrou uma surpresa após a outra, seja no ambiente, no comportamento dos participantes ou na cultura local.
Podemos começar pelos principais palcos do evento, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), as mesmas símbolo da educação e inclusão social pelo fato de serem universidades, estão localizadas na Terra Firme, bairro periférico considerado o mais perigoso e violento de Belém. Logo na chegada todos foram logo abordados por voluntários que pararam nosso ônibus na estrada para avisar que não poderíamos andar circulando por lá com bolsas grandes, relógios, jóias, celulares e objetos que chamassem atenção devido à periculosidade do local. O bairro é muito carente em infra-estrutura, populares nos confidenciaram que a Avenida Perimental só foi asfaltada uma semana antes do inicio do FSM, e que o terminal de ônibus em frente à UFPA foi construído as pressas também, uma senhora disse que antes não tinha água e com o Fórum passou a ter, mas quando fossemos embora a água iria junto(No domingo a água já estava a conta gotas),fora à segurança, para onde você olhasse tinha policiais militares, força nacional ou bombeiros, ou seja, isso era sinal de que quando os governantes querem eles fazem.


Alguns outros contrastes foram em relação ao comportamento das pessoas que participavam do evento, além do comportamento da população do bairro. Os participantes em sua maioria tentaram demonstrar que eram Socialistas, Anarquistas, Comunas, Revolucionários. Onde?! Quando na verdade o que aconteceu foi um grande abuso de álcool e drogas, além de o Bob’s e o Mac Donald´s baterem o recorde de vendas na América do sul em pleno Fórum Social Mundial. A população local, que muito pouco se via, não pode participar do evento por questão de segurança como se fossem bixos que iriam atacar os outros participantes, mas realmente, às vezes éramos praticamente atacados pelos comerciantes locais que vendiam de tudo um pouco, mas com preços de arrepiar. Se por um lado tinham os lutadores radicais contra o capitalismo, por outro a inflação chegou rapidinho no FSM. Segundo o jornal Diário do Pará edição especial FSM, uma lata de bebida antes vendida à R$ 2, já era encontrada em algums locais a R$ 3, um aumento de 50% em menos de uma semana. Já a água mineral que antes era vendida no máximo por R$ 0,70 variou absurdamente de preço ficando entre R$ 1 e R$ 2, 50, praticamente um assalto. Tinham ainda os índios que cobravam até para serem fotografados, sobre isso eu prefiro deixar para os preconceituosos e os antropólogos tirarem suas próprias conclusões.
A cultura local que sempre foi muito divulgada também teve suas crises. No meio de tanta diversidade unida num mesmo local, pouco se viu da cultura musical de Belém. O Pará tem vários títulos carregando seu lado musical, o estado é a terra do carimbó, da lambada, do calypso, do tecno-brega e de uma grande variação de ritmos oriundos dos mesmos. Mas durante o evento o que mais se ouvia era a nossa tradicional MPB, que vai do rock nacional a bossa nova. Grande contraste era também nos pontos turísticos, em meio a tantos casarões e monumentos históricos se encontrava as refinadas construções modernas, como a do centro de convenções (Hangar) e da estação das docas, que fica logo ao lado do mercado do ver-o-peso, que alias é de grande simplicidade do seu povo convivendo de forma aparentemente harmoniosa com o requinte dos freqüentadores das docas.
Concluindo, de todos esses contrastes o mais impressionante mesmo era ver que muitos participantes não tinham se quer noção para que servia o Fórum, alguns foram apenas pra se divertir, dançar tomar açaí, fazer amizades e uma grande feira livre nos locais onde aconteciam as atividades. E ai um outro mundo é possível? “Um outro mundo é necessário”.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

16:20 - No comments

“POEMA da SAUDADE”



“Em alguma outra vida,devemos ter feito algo muito grave,para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta doí.
Bater o queixo no chão doí.
Doí morder a língua,cólica doí, doí torcer o tornozelo.
Doí bater a cabeça na quina da mesa,carie doí,pedras nos rins também doí.
Mas o que mais doí é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade de nós mesmos,o tempo não perdoa.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se Ama.
Saudade da pele,do cheiro,dos beijos.
Saudade da presença,e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto,sem se verem,mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a trabalho,mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-lo,e ele sem vê-la,mas sabiam-se amanhã.
Contudo,quando o Amor de um acaba,ou torna-se menor no outro.Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Se aprendeu a entrar na internet,se aprendeu a ter calma no trânsito.
Se continua preferindo cerveja a uísque(e qual a cerveja)
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados,e que sorriso lindo.
Será que ele continua cantando aquelas mesmas musicas tão bem
(ao menos eu admirava)?
Será que ele continua fumando e se continua adorando Mac Donald's?
Será que ele continua não amando os livros,e ela cada vez mais?
E continua não gostando de dar longas caminhadas,e ela não assistindo televisão?
Será que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de chorar em comédias.
Será que ela continua lendo os livros que já leu?
Será que ele continua tossindo cada vez que fuma?
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cescem o pensamento.
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro,
se ele está mais belo.
Saudade é nunca mais saber de quem se Ama e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti(e sinto) enquanto estive escrevendo e o que você (deveria)provavelmente estar sentido agora depois que acabou de ler.”Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade!!!

Miguel Falabella
Tenho sentido saudade de muita coisa...as vezes é realmente como se diz, só damos valor as coisas quando as perdemos...existem momentos felizes tão boms, mas que se passam com tanta rapidez, os tristes parecem teimar em demorar. Mas a vida é assim, ja dizia Charles Chaplin, a vida é feita pra quem se atreve!
Espero que tenham gostado do meu novo post...não esqueçam de comentar!
by: André Wallyson

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

15:58 - 1 comment

"Minhas idiossincrasias"




Hellow, vamos cair na real, não há nada mais perfeito do que nossas imperfeições. São elas que nos tornam únicos. São elas que nos fazem especiais. São elas que tornam o outro especial. Pra que desejar ser igual ao resto da humanidade, por que seguir padrões de beleza e comportamento quando deveríamos ressaltar nossas idiossincrasias, nossas curvas ímpares, nossa risada engraçada, , nosso nariz charmoso, nosso olhar maroto, nosso beijo peculiar, nosso cheiro, nossos gestos, nosso rebolado imbatível, nossa geometria assimétrica, adorável e arrojada? Customização já! Seja diferente, seja autêntico, seja o melhor que puder ser por você e para você. Seja você mesmo!!!
Não tenha vergonha de ser feliz, a sociedade adora pregar que temos que alcançar a felicidade, mas não nos deixa com todo seu preconceito e repressão ao menos sorrir. Sorria, cante, dance, conte uma piada...só não deixe de ser você para alcançar a felicidade, pois não será feliz, afinal não será você.