sexta-feira, 10 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

08:27 - No comments

Tempo de reflexão


A semana Santa se aproxima. É um tempo de reflexão e recordações. Muitos se preparam para recordar a Morte, Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo. Seria muito bom se parássemos para pensar no significado desta semana em nossa vida.
Não basta recordar esse momento que representa a reconciliação do Povo com seu Deus. É preciso saber se o sacrifício de Jesus não foi em vão. É preciso refletir sobre a importância desse evento que marcou a história da humanidade. Jesus plantou a semente do amor ao doar sua vida por nós.Cada pessoa tem um pedaço de terra onde a semente do amor foi semeada. Será que estamos fertilizando o solo de nosso coração e regando a semente do amor para que possa germinar, crescer e produzir frutos?Nossa geração tem a responsabilidade de fazer um resgate da importância da Semana Santa em nossas vidas. Não somos apenas seres caminhantes que caminham, sem destino. Jesus nos apresenta um caminho que leva ao Pai e, nesse caminho, não há espaço para competições. Só há espaço para a fraternidade, solidariedade, esperança, fé e amor!Jesus deseja que cada um de nós absorva e compreenda sua mensagem transformadora de valores. Jesus diz que o maior valor humano é a vida, por isso, ele oferece vida em abundância.
Que nesta Semana Santa possamos redescobrir o sabor da Palavra de Jesus, possamos abrir nossos corações e acolher com ternura suas promessas de amor e paz. Que a paz do Senhor se faça presente em nossa vida, para que a gente possa vencer toda forma de injustiça e violência!Espero que o sacrifício de Jesus não seja apenas uma história contada e relembrada uma vez a cada ano. Espero que ela recupere o seu verdadeiro significado: O grande e infinito amor de Deus pela Humanidade!
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Texto de Silvanio Alves
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sexta-feira, 13 de março de 2009

17:36 - 1 comment

População da região tocantina vai às ruas na campanha pro - Jackson Lago




Aconteceu ontem em Imperatriz uma manifestação popular em favor do atual governador do estado Jackson Lago. A caminhada marcada pela presença de pessoas de toda região tocantina era em defesa radical a democracia.
Jackson Lago foi eleito governador do Maranhão em 2006. Em 2007 logo no primeiro mês como governador teve seu mandato contestado pelo TSE. Uma das principais acusações sería de que o então governador no período das eleições José Reinaldo teria feito doações irregulares de sextas básicas e kit salva-vidas para moradores da baía de São Marcos e em São José de Ribamar. Foi acusado também de destinar mais de R$ 700 mil em recursos públicos para uma associação de moradores em Grajaú. Existe ainda uma suposta apreensão feita pela Polícia Federal em Imperatriz, que segundo os acusadores teria sido usada para distribuição de vales-combustivel além da compra de votos.
Os advogados de Lago que foi cassado na quarta-feira(04) da ultima semana pelo TSE, já entraram com um recurso sustentando que os fatos apontados não têm prova e não passam de especulações.



A manifestação em Imperatriz que segundo dados da Policia Militar reuniu mais de 5 mil pessoas, teve saída às 16h:30min da Praça Brasil onde se concentravam pessoas desde as 14h:00min e seguiu pelo centro da cidade ,não se abalando nem mesmo com a chuva, e foi finalizada na Praça de Fátima. O ato público que teve forte participação popular contou também com a participação de diversos movimentos sociais, lideres políticos, grupos indígenas e funcionários públicos municipais, estaduais e federais de toda a região tocantina.



O povo da cidade que deu 80% dos votos ao pedetista nas eleições de 2006 foi às ruas e não se intimidou ao gritar, “nosso voto é nossa lei, nunca mais Sarney”, e ou, “nem um passo atrás, Sarney nunca mais”. O manifestante José Giovani que participou de todo o ato desabafou, “as pessoas que estão aqui estão acima de tudo para defender o seu voto, estamos aqui em defesa da democracia no Maranhão”.
Na ocasião Jackson Lago além de declarações emocionadas aproveitou para anunciar promessas de mais obras para Imperatriz, como hospitais, casas populares e o mercado do peixe. Além da inauguração de obras em toda região, inclusive da ponte que liga o Maranhão ao Tocantins.
Por André Wallyson

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

18:16 - 7 comments

FSM o contraste




Contraste, esta é a denominação que se encontrou para Belém enquanto sede do Fórum Social Mundial 2009(FSM). Durante o período do evento a cidade mostrou uma surpresa após a outra, seja no ambiente, no comportamento dos participantes ou na cultura local.
Podemos começar pelos principais palcos do evento, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), as mesmas símbolo da educação e inclusão social pelo fato de serem universidades, estão localizadas na Terra Firme, bairro periférico considerado o mais perigoso e violento de Belém. Logo na chegada todos foram logo abordados por voluntários que pararam nosso ônibus na estrada para avisar que não poderíamos andar circulando por lá com bolsas grandes, relógios, jóias, celulares e objetos que chamassem atenção devido à periculosidade do local. O bairro é muito carente em infra-estrutura, populares nos confidenciaram que a Avenida Perimental só foi asfaltada uma semana antes do inicio do FSM, e que o terminal de ônibus em frente à UFPA foi construído as pressas também, uma senhora disse que antes não tinha água e com o Fórum passou a ter, mas quando fossemos embora a água iria junto(No domingo a água já estava a conta gotas),fora à segurança, para onde você olhasse tinha policiais militares, força nacional ou bombeiros, ou seja, isso era sinal de que quando os governantes querem eles fazem.


Alguns outros contrastes foram em relação ao comportamento das pessoas que participavam do evento, além do comportamento da população do bairro. Os participantes em sua maioria tentaram demonstrar que eram Socialistas, Anarquistas, Comunas, Revolucionários. Onde?! Quando na verdade o que aconteceu foi um grande abuso de álcool e drogas, além de o Bob’s e o Mac Donald´s baterem o recorde de vendas na América do sul em pleno Fórum Social Mundial. A população local, que muito pouco se via, não pode participar do evento por questão de segurança como se fossem bixos que iriam atacar os outros participantes, mas realmente, às vezes éramos praticamente atacados pelos comerciantes locais que vendiam de tudo um pouco, mas com preços de arrepiar. Se por um lado tinham os lutadores radicais contra o capitalismo, por outro a inflação chegou rapidinho no FSM. Segundo o jornal Diário do Pará edição especial FSM, uma lata de bebida antes vendida à R$ 2, já era encontrada em algums locais a R$ 3, um aumento de 50% em menos de uma semana. Já a água mineral que antes era vendida no máximo por R$ 0,70 variou absurdamente de preço ficando entre R$ 1 e R$ 2, 50, praticamente um assalto. Tinham ainda os índios que cobravam até para serem fotografados, sobre isso eu prefiro deixar para os preconceituosos e os antropólogos tirarem suas próprias conclusões.
A cultura local que sempre foi muito divulgada também teve suas crises. No meio de tanta diversidade unida num mesmo local, pouco se viu da cultura musical de Belém. O Pará tem vários títulos carregando seu lado musical, o estado é a terra do carimbó, da lambada, do calypso, do tecno-brega e de uma grande variação de ritmos oriundos dos mesmos. Mas durante o evento o que mais se ouvia era a nossa tradicional MPB, que vai do rock nacional a bossa nova. Grande contraste era também nos pontos turísticos, em meio a tantos casarões e monumentos históricos se encontrava as refinadas construções modernas, como a do centro de convenções (Hangar) e da estação das docas, que fica logo ao lado do mercado do ver-o-peso, que alias é de grande simplicidade do seu povo convivendo de forma aparentemente harmoniosa com o requinte dos freqüentadores das docas.
Concluindo, de todos esses contrastes o mais impressionante mesmo era ver que muitos participantes não tinham se quer noção para que servia o Fórum, alguns foram apenas pra se divertir, dançar tomar açaí, fazer amizades e uma grande feira livre nos locais onde aconteciam as atividades. E ai um outro mundo é possível? “Um outro mundo é necessário”.